Thinkstock Tempo de cursos de qualificação é muito longo e conhecimento aprendido pode perder sua validade no final do período de estudo, afirma colunistaAté pouco tempo, o MBA era considerado sinônimo de emprego garantido. Mas com a proliferação de cursos no Brasil, quem não tinha passou a ter. Hoje, não é preciso mais ir para fora e cursar um MBA de primeira linha. Pelo contrário. Diante da necessidade de renovação constante do conhecimento, a dúvida que paira no ar é: até que ponto vale a pena perder dois anos em sala de aula?
Embora o MBA não seja mais um diferencial na carreira, ele ainda é passaporte para melhores oportunidades. No entanto, questiono a existência de cursos de pós-graduação com duração superior a dois anos. O melhor dos mundos seriam cursos de, no máximo, três meses, para que o profissional se reciclasse. Um MBA de 560 horas, por exemplo, pode ser feito tranquilamente em 14 semanas, 8 horas por dia, 5 dias por semana.
Muita gente pode perguntar: como se meu chefe jamais deixaria? De fato, uma questão a ser discutida, mas defendo que as empresas permitam compatibilizar trabalho com as aulas do MBA. Para mim, esse é o formato ideal. Ganha o funcionário, ganha a companhia. O que não pode é o profissional se dar ao luxo de perder dois anos e ao chegar à metade do curso, perceber que o conhecimento aprendido já perdeu um pouco de sua validade.
Isso não significa que seu tradicional diploma de MBA um dia não vai valer nada, mas virou lugar comum. O MBA é como a morte, inevitável. Mais cedo ou mais tarde você vai ter de fazer um. O desafio, no entanto, é escolher aquele que faz sentido para as suas ambições e metas.